PARADOXO - Daniel Manzione

No caso do trabalho “Paradoxo Moderno”, escolhi como espaço para intervenção o teatro Carlos Gomes, por sua representação social e simbólica, que remonta à lógica da colonização, característica fundamental do Brasil e à sua utilização hoje. Ao colocar o trabalho em frente a esta construção, como num “duelo”, tento oferecer questionamentos acerca do desenvolvimento histórico das sociedades, do desenvolvimento tecnológico e das contradições que andam em conjunto com o movimento histórico global e social.



Nascido em 02 de fevereiro de 1979, ano de início das mais legítimas lutas do proletariado Brasileiro, teve uma educação doutrinariamente católica até a 8ª série do ensino fundamental. Quase como uma sina, experienciou através do ensino médio no Senai Têxtil e seu estágio em um laboratório de corantes têxteis, a prática, o conhecimento e a ideologia do trabalho assalariado e injusto. Tendo como inspirador maior da adolescência, seu irmão estudante de Artes Plásticas, enveredou pela linha artística, formando-se como Bacharel em Cinema em mais um dos Aparelhos Ideológicos do Capital. Participou ativamente da formação do Espaço Coringa, ateliê em que trabalha atualmente oferecendo aulas sobre a história do Cinema Brasileiro e do Cinema Clássico Americano. Além do trabaho teórico, caminha a passos largos com a produção audiovisual militante ilimitante. Fotografou uma série de curtas-metragens universitários em 16 mm no período letivo, dirigiu e co-dirigiu alguns vídeos de curta-metragem depois de formado e pretende continuar com sua produção audiovisual em direção a uma distância cada vez maior do show business. Também trabalha em uma ONG, realizando aulas de cinema e vídeo, com o objetivo de instrumentalizar os alunos com as ferramentas da comunicação social e participa do grupo Elefante, preocupado em realizar trabalhos artísticos de caráter público e político. Acredita que só a integração de todas as lutas legitimamente anticapitalistas e não corporativistas podem transformar as relações sociais de poder e opressão.
Escrito por elefante0 às 13h20
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